O REPLICADOR

Julho 14 2009

Estudos baseados em milhões de mortes ocorridas em populações homogéneas revelam que as pessoas mais baixas, com corpos mais pequenos, têm taxas de mortalidade inferiores e menos doenças relacionadas com dietas, especialmente depois da meia idade. As pessoas mais baixas apresentam assim uma longevidade maior do que as pessoas mais altas.

Este fenómeno é verificado também nos animais: os animais mais pequenos tendem a viver mais tempo do que os maiores da mesma espécie. Esta tendência (correlação) pode igualmente ser observada nos homens e nas mulheres, sendo os homens, em média 8% mais altos do que as mulheres e, adicionalmente,  revelam uma esperança de vida 7.9% mais baixa do que a das mulheres.

Os autores destes estudos alegam que, com o desenvolvimento da engenharia social no campo da genética, irá ser possível para os pais aumentarem as alturas das suas crianças no futuro mais próximo. Contudo, alertam também para as implicações acima descritas.

Os paradigmas da selecção natural estão naturalmente a mudar. Em sociedades onde as elites são de índole cognitivo, a inteligência é a característica a seleccionar pelas mulheres. Ser alto, forte e gladiador vai perdendo o seu interesse numa sociedade onde o poder é de carácter  intelectual.

O mais provável é que daqui a uns tempos as pessoas estejam a perguntar aos geneticistas se é possível tornar o filho delas mais inteligente, em vez de lhes perguntarem se é possível tornar o seu filho mais alto e mais forte.

 

publicado por Filipe Faria às 00:35

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