O REPLICADOR

Novembro 03 2009

"A society that puts equality before freedom will get neither. A society that puts freedom before equality will get a high degree of both."

-Milton Friedman

 

 

 

Se este texto parecer muito extenso leiam a frase acima e já estarão bastante melhor na vossa condição humana.

Ouvi a citação hoje no programa "Free to Choose" de 1980, o qual aconselho vivamente, e acabei a pensar no método que utilizamos nos países ditos "civilizados" pelos "humanistas" (o abuso nas aspas é propositado). O objectivo de melhorar as condições a cada um e equilibrar ao máximo a economia individual acaba por seguir sempre a regra do "tirar aos ricos para dar aos pobres". Robin Hood era motivado pelo mesmo lema, contudo o rico malvado protegido pela sua condição social não era obrigado a incorrer em serviço voluntário. E pelo caminho bastava-lhe taxar mais os pobres para reaver as perdas no saque. Já o mar de bondade governamental obriga qualquer um que não seja considerado necessitado a ajudar o próximo, em bastantes casos transformando o primeiro em pobre pelo caminho. E o método é tudo menos eficaz, tendo a criminalidade, pobreza extrema, praticamente qualquer número que possamos pensar o reflexo e prova do desgaste económico na transferência.

O efeito por vezes esquecido é que ao cortar pela raiz investimentos que se poderiam revelar proveitosos mas não o são devido ao excesso de taxas, burocracia e ajuda humanitária involuntária, a grande e sempre atenciosa sociedade acaba por gerar desemprego estável e consequentemente atirar mais indivíduos para o lado de baixo da estatística.

É também de notar que o "excesso de igualdade" tem um efeito nefasto na vontade própria. Posto de um modo muito simples, além do caso já mencionado em que o investidor não investe porque não tirará proveito algum, que proveito tira o desempregado em ir trabalhar quando recebe mais através dos subsídios e ainda tem tempo para ver o desportivo de Chaves a ganhar na RTP memória?

Concluindo, uma sociedade que põe a igualdade à frente da liberdade acaba por transformar os pobres em crianças sem ambição, a classe média em pobres, os ricos em menos ricos (excepto aqueles que abusam do sistema) e atiram a acção humanitária para um papel vergonhoso de ressentimento por todos pelo mal que traz. Quero

 

lá eu ajudar o próximo se não me deixam ajudar-me a mim mesmo primeiro!

 

Se deve haver segurança social? Sim, mas não pode ser um monstro enorme que dita que todos devem chegar à meta ao mesmo tempo, até porque existem metas diferentes na vida de cada um!

 

 


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