O REPLICADOR

Fevereiro 20 2010

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A crónica de Rui Tavares (comentada) - por LCD

publicado por Filipe Faria às 11:43

Dezembro 13 2009

 

Copenhaga, meu amor- Por Alberto Gonçalves

 

"A última oportunidade

 

Apesar das trafulhices em que a "ciência" do clima tem incorrido, o "consenso" dominante exige que se tomem à letra as respectivas especulações. As especulações variam (há quem aposte na espécie humana engolida por maremotos, tragada pelo chão ou simplesmente dedicada ao canibalismo), mas o Juízo Final é certo. Excepto, garantem-nos, se se passar imediatamente à "acção". A "acção", garantem-nos outra vez, é a única resposta possível ao "aquecimento global". Que o "aquecimento global" seja um risco por provar e, se calhar, literalmente improvável, é mero detalhe: o catastrofismo ambiental prefere a precaução excessiva aos lamentos posteriores, sob o pressuposto de que amanhã pode ser demasiado tarde. Tarde para quê? Na retórica oficiosa, para impedir eventuais tragédias climáticas. Na realidade, para aproveitar o frenesim ainda em vigor. Aqui e ali, sondagens mostram que a crença das populações no "aquecimento global" e sobretudo no papel do homem no dito tende a diminuir. Por este caminho, chegará o dia em que será difícil submeter os cidadãos dos países desenvolvidos ao retrocesso civilizacional que as pantominices do clima pretendem legitimar. Como por aí se diz, a Cimeira de Copenhaga é de facto a última oportunidade não de salvar o planeta mas de destruir o capitalismo, afinal o único objectivo de toda esta história.

 

Copenhaga, meu amor

O maior indício de que a acção do homem não afecta o clima é a própria Cimeira de Copenhaga. Dado que as incontáveis viagens associadas ao evento são responsáveis pela emissão de dezenas de milhares de toneladas de dióxido de carbono, seria absurdo que os participantes causassem deliberadamente tamanho ferimento ao planeta que tanto estimam. Por pouca consideração em que se tenha a sensatez dos delegados, observadores e afins presentes na Cimeira, nenhum é obtuso a ponto de voar até à Dinamarca se acreditar que os aviões prejudicam o ambiente. Manifestamente, 20 mil (contas por baixo) não acreditam.

Significa isto que a Cimeira é inútil? Nem por sombras. Existem verbas desmesuradas a distribuir pelos investigadores, activistas e industriais do ramo, vantagens eleitorais a distribuir pelos políticos e sexo gratuito a distribuir pelos delegados. As duas primeiras benesses são connosco, a terceira é regalia exclusiva de uma associação de prostitutas de Copenhaga, que reagiu assim ao pedido da autarca local para que os ecológicos visitantes evitassem comprar escapadinhas sexuais. Graças à boa vontade da referida associação, a compra tornou-se desnecessária.

A má notícia é que a associação integra apenas 80 senhoras. A boa notícia é que 80 nórdicas devem chegar e sobrar para 20 mil indivíduos habituados a atingir o clímax com filmes de Al Gore e brincadeiras apocalípticas: como se demonstra nas convenções de Star Trek, Star Wars ou lá o que é, fãs de ficção científica e mulheres não combinam."

 

publicado por Filipe Faria às 20:51

Outubro 04 2009

Prejuízos olímpicos - Por Alberto Gonçalves

 

Os escassos cariocas que não vivem na praia desceram à praia a celebrar a designação do Rio de Janeiro receber os Jogos Olímpicos de 2016. Com certeza, apreciam muito as modalidades desportivas em questão. Financeiramente, e ao contrário da lenda, as Olimpíadas são prejuízo garantido. A PBS (o canal público americano) analisou exemplos anteriores. Por regra, os gastos previstos para o evento acabam multiplicados três ou quatro vezes. Os benefícios colhidos no turismo ou na criação de empregos acabam divididos por valor idêntico. Montreal, sede dos JO de 1976, livrou-se da dívida trinta anos depois. Pequim está a transformar num centro comercial o pavilhão do "ninho de pássaro", por si só uma desmesurada fonte de despesas. Etc.

O orçamento inicial dos JO do Rio é de 15 mil milhões de dólares, verba que facilmente atingirá os 40 mil milhões. Não é à toa que metade dos habitantes de Chicago, uma das cidades que disputava a dúbia distinção com o Rio, se opunha à empreitada. Alguns habitantes formaram mesmo um movimento para apoiar a nomeação rival, e se calhar a alegria junto ao lago Michigan não destoou dos berros de Ipanema. No Brasil também há vozes dissonantes, mas, face à euforia geral, ouvem-se menos. Ao DN, o presidente da Casa do Brasil reconheceu sem grandes preocupações que o país terá de fazer as contas. Chicago, cuja universidade é célebre pelos estudos económicos, fez as contas e não percebeu o interesse de acolher uma pândega dispendiosa, urbanisticamente discutível, civicamente insuportável e que, em última instância, apenas alimenta a prosápia de políticos, "patriotas" e demais adeptos do "progresso". Ou seja, uma pândega com todos os ingredientes para vingar em Portugal. A propósito, quando sai a candidatura nacional? É que eu gostava de sair antes.

publicado por Filipe Faria às 22:10

Outubro 04 2009

Liberais de esquerda e de direita - é conveniente? por Jorge Marrão

 

"Preferimos encharcar o Estado de funções e atribuições a responsabilizar-nos (cidadãos e empresas). Assim não é de admirar que o problema do Estado seja "o problema". Um pouco mais de ideais liberais à esquerda e à direita ajudava: mas isso significava conquistar responsabilidade para nós mesmos. E quem nos protegia?"

publicado por Filipe Faria às 11:34

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