O REPLICADOR

Junho 03 2009

Milton Friedman, economista americano, critica o keynesianismo alegando que as suas práticas levam à estagflação (desemprego alto, inflação alta e estagnação económica). Esta combinação improvável é o resultado da intervenção governamental que visa controlar os períodos de depressão económica. Por conseguinte, o fenómeno da estagflação pode ser uma realidade na Europa, onde o keynesianismo é a norma.

Friedman advoga que este fenómeno acontece porque os agentes económicos conseguem prever a acção governamental: depois de perceberem qual a acção sistemática do governo, os agentes económicos vão-se comportar como se já soubessem a próxima medida do governo (investimento público, injecções de capital, etc), neutralizando assim os efeitos dessas medidas, o que leva à famigerada estagflação.

Ocorre-me uma analogia com as relações amorosas: se um homem é enganado sistematicamente por uma mulher (ou vice versa), ele irá conseguir prever que da próxima vez também será enganado. Como consequência, o melhor que ele tem a fazer é deixar essa mulher. No entanto, se ele estiver muito apaixonado por ela, é capaz de se sujeitar à possibilidade, mais do que certa, de ser de novo enganado.

Esta é a imagem da Europa. Está apaixonada pelo Estado.

 

publicado por Filipe Faria às 00:42
Tags:

Política, Filosofia, Ciência e Observações Descategorizadas
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