O REPLICADOR

Dezembro 20 2009

Resposta ao comentário de Nuno Mendes no post "Copenhaga Sem Aquecimento Global" :


O Climategate foi muito mais extenso e sério do que queres fazer querer.

 

Já conhecia essas explicações para o que eles disseram nos emails visto que elas foram dadas pelos próprios cientistas apanhados. Apesar de não serem explicações convincentes, vamos admitir que são. Fica por explicar porque é que, nesses emails, dizem que é ridículo que não se consiga esconder o declínio nas temperaturas, mas tenho a certeza que também terão uma justificação. No seguimento, não é verdade, tal como disseste, que NINGUÉM contesta o aquecimento global, visto que existem vários estudos que mostram que a temperatura está a descer nos últimos 10 anos enquanto as emissões de gases de estufa aumentaram (ver conferências do Lord Monckton).

 

Depois, ficou por explicar porque é que quando as autoridades para a liberdade de imprensa pediram os dados originais descobriu-se que eles tinham sido apagados (e isso está admitido nos emails), acto que, como deves concordar, está muito longe de ser idóneo e transparente. 

 

Idóneas e transparentes também não são as declarações de um cientista reputado que diz que gostava de literalmente dar uma carga de porrada num outro cientista que tinha uma posição céptica.

 

Ademais, este caso está longe de estar finalizado, visto estar a decorrer um processo de investigação judicial para apurar mais factos sobre o que está realmente em causa no climategate.

 

Por fim, concordo a 100% quando dizes que a verdade não é democrática. É verdade que por a maioria dos cientistas dizer que o aquecimento global é real e tem origem antropogénica, tal não significa que tenham razão. A história já mostrou que as “verdades” vieram muitas vezes de minorias. Por vezes vieram de um indivíduo apenas.

 

Sendo ponto assente que a verdade não vem necessariamente da maioria, o que me espanta é a facilidade com que se aceita os dados apresentados por um lado e a facilidade com que se descarta os dados do outro, sabendo-se que a explicação mais usada para tal é que uns têm credibilidade e outros não. Mas tal como eu escrevi no texto acima, as escolhas são políticas e não científicas. Como calculo que não tenhas estado a investigar profundamente na área das alterações climática, espanta-me igualmente que tomes uma posição quando a única posição aceitável perante esta questão é a dúvida. Só quando a escolha é política é que nunca há dúvidas. Não há espaço para a dúvida na política.

publicado por Filipe Faria às 22:21

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