O REPLICADOR

Novembro 27 2009

O estranho fétiche da direita portuguesa - Por Paulo Mascarenhas

"Esta semana, o CDS apresentou um voto de congratulação da efeméride na Assembleia da República, pela voz do deputado Telmo Correia, que designava o acontecimento como "o dia em que se determinou que a revolução seria para uma democracia com Parlamento, eleições livres, com Constituição".

É um fétiche masoquista porque o 25 de Novembro de 1975 deu origem à Constituição da República. E este documento, apesar das sucessivas revisões, explica em boa medida por que razão Portugal continua a ser, 35 anos depois do 25 de Abril, um país em que o Estado é quem mais ordena. Onde o mercado é suspeito e a iniciativa privada vive sob permanente tutela pública. Onde chamar a alguém "liberal" ainda serve de insulto.


Serve para lembrar o que defendia a 1 de Dezembro de 1975 um dos principais protagonistas do 25 de Novembro, o general Ramalho Eanes, que um ano mais tarde seria o primeiro Presidente da República eleito democraticamente: "Fazer do Exército uma força apartidária, consciente e decididamente ao serviço do povo e da revolução democrática e socialista." Leu bem: "socialista". "
 

publicado por Filipe Faria às 11:48

Antes comemorar o enterro do 25 de Novembro do que o massacre do 25 de Abril... se as pessoas começassem a compreender que a revolução dos cravos não foi assim tão bonita já era um começo. Como vamos querer ser liberais se nem conseguimos largar os afectuosos laços comunistas?
João Rodrigo a 30 de Novembro de 2009 às 14:03

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