O REPLICADOR

Novembro 11 2009

A "Neutralidade" - Por Bruno Alves

 

"Ora, aqui chegamos ao verdadeiro problema: a tal "Escola Pública". É o seu carácter de escola forçosamente laica que coloca um problema aqueles que não querem que os filhos tenham uma educação "laica". O leitor dirá que esses têm uma alternativa, colocá-los numa escola católica privada. O problema está em que nem todos têm dinheiro para isso, e mesmo aqueles que têm são forçados, através dos impostos, a pagar as tais escolas laicas, ou seja, são obrigados a promover uma convicção que não partilham. Se o Estado se preocupasse menos em "dar uma educação" às crianças, e passasse a garantir que nenhuma criança deixaria de ir à escola por falta de meios, dando-lhe esses meios mas deixando aos seus pais toda a liberdade de escolherem a escola a que querem dar esse dinheiro (ou seja, as escolas deixariam de ser financiadas directamente pelo Estado), o problema dos "símbolos religiosos" e da "laicidade" (e muitos outros problemas, diga-se de passagem) seriam resolvidos."

publicado por Filipe Faria às 21:51

Para quê educação se vamos ser todos soldados da Babilónia? Não é conhecimento que se quer mas dinheiro.
Lê: http://www.presseurop.eu/pt/content/article/137651-lyon-ano-zero-viva-autogestao
Corina



Anónimo a 14 de Novembro de 2009 às 01:59

Concordo com a auto-gestão das escolas no sentido em que quem monta uma escola tem a liberdade para definir as linhas orientadoras do processo de ensino. A liberdade de escolha passa precisamente pela liberdade de seguir por vias diferentes não impostas pelo Estado nas suas famosas soluções “one size fits it all”. Contudo, não concordo com estas ideias inspiradas nas ideias anarquistas de Bakunin e de outros similares. O fim da avaliação e das notas, a instauração da auto-avaliação por parte dos alunos e, a longo prazo, o fim de quaisquer regras que mostrem o mínimo de autoridade não são boas soluções e passo a explicar porquê: as instituições de ensino devem ter a liberdade de escolherem os seus métodos mas não se podem desligar de uma importante função da escola, que é a preparação para a vida em sociedade no mercado de trabalho. Nesse mercado o princípio não é a auto-avaliação e temos de estar constantemente a provar a validade do nosso trabalho a outros. Ou seja, o ensino não pode ser um espaço onde temos monólogos do género: “este trabalho está muito bom porque o meu EU diz-me que está”. Dito isto, concordo que, para além da liberdade de escolha no ensino e dos conhecimentos a apreender, devíamos ter métodos que estimulassem a geração de ideias e a criatividade (factores que neste ensino público massificado são cada vez mais esquecidos).
Filipe Faria a 14 de Novembro de 2009 às 11:30

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