O REPLICADOR

Outubro 12 2009

Obama recebeu o prémio Nobel da Paz sem nada fazer para o merecer (quando a sua candidatura para o prémio foi aceite ele tinha acabado de se tornar presidente dos EUA). Bem se sabe, Obama surgiu cheio de promessas da ala mais à esquerda do partido democrata. Os escandinavos, que continuam piamente a acreditar que o futuro do mundo passa necessariamente pela emulação da sua social democracia, não abdicaram da oportunidade reforçar a legitimidade de Obama perante as “mudanças” socializantes que ele pretende implementar.

 

Os senhores da Escandinávia continuam a ver-se com o exemplo de virtude mundial e já fizeram de Obama o seu mandatário. A mensagem é clara: “Obama, nós não percebemos porque não conseguimos exportar condignamente o nosso modelo social para mais lado nenhum, mas tu és cá dos nossos, transforma os EUA numa social democracia idílica como a nossa e depois espalha-a pelo mundo”.

 

Neste momento há dois messias no mundo ocidental: o modelo escandinavo e Obama. Com este Nobel da Paz, sente-se a omnipotência desta união messiânica.

 

 Esta promoção crónica de esquerdismo através de prémios e honras, este prosilitismo, deixaria qualquer trotskista a sentir-se um amador no seu marketing da revolução permanente. Porém, nada disto tinha de ser assim: se em vez de promover esquerdismo a academia sueca promovesse a expansão de loiras escandinavas eu aderia facilmente à causa...

 

publicado por Filipe Faria às 23:20

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