O REPLICADOR

Agosto 28 2009

Quanto mais leio investigações sobre inteligência mais me convenço que nada poderá deixar de ser politizado: apesar de existirem amplas evidências de que a inteligência não é apenas inata mas também largamente hereditária, vozes da esquerda continuam a recorrer à teoria da tábua rasa para alegarem que a inteligência não existe e que o homem é unicamente um produto do seu contexto cultural. 

 

Está amplamente documentado que  a inteligência é uma estável propriedade de um indivíduo: está ligada a identificadas propriedades do cérebro como o seu tamanho, a quantidade de matéria cinzenta nos lobos frontais, a velocidade da condução neural e o metabolismo da glucose cerebral. Até Noam Chomsky, insuspeito de não ser esquerdista, diz o óbvio:

 

“It is, incidentally, surprising to me that so many commentators should find it disturbing that IQ might be heritable, perhaps largely so. Would it also be disturbing to discover that relative height or musical talent or rank in running the one-hundred-yard dash is in part genetically determined?”*

 

Curiosamente, Chomsky foi coerente onde muitos dos seus colegas esquerdistas não foram: muitas das vozes da esquerda que alegam que a inteligência não existe não se coibiram de passar pelo menos 8 anos da sua vida a gritar todos os dias ao mundo que George W. Bush era chocantemente burro.

 

* Chomsky, 1973, pp.362-363

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 00:17

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