O REPLICADOR

Agosto 14 2009

Conheci um jovem “Cool”: possuía a graciosidade da simetria formal e a verborreia dos guerreiros contemporâneos. Ele queria pertencer a uma tribo cultural de excelência; como tal, caminhava sobranceiro  acima dos comuns mortais que ele via como presos a uma teia pecaminosa de vícios humanos. Ser retrógrado, dizia, era ser humano na sua forma tradicional. Mormente, dizia-se pós-conceptual. A vanguarda era sua propriedade independentemente do conceito abordado. Por fim, estatuía-se como indivíduo votando no bloco de esquerda: planificação de estado, economia dirigida e, claro está,  igualdade de rendimentos para todos, eram premissas que informavam uma convicção onde a dúvida era mero tradicionalismo arcaico.

Era notório que estava na presença de alguém exigente. Não aceitava produtos culturais contemporâneos pueris que apresentassem escassez de inovação. Como tal, consumia literatura, música, filmes, séries de televisão, humoristas e pop-arte vindos, na sua esmagadora maioria, de países anglo saxónicos que apresentam matrizes economicamente liberais.


 

publicado por Filipe Faria às 01:15

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