O REPLICADOR

Julho 26 2009

Mediante o advento da crise internacional a sociedade portuguesa, fraca desde que nos lembramos, berra pelo Estado. Sem se aperceber, reforça assim a sua própria dependência e lógica hegemónica do mesmo. As relações sociais tornam-se cada vez mais artificiais, os rendimentos são canalizados para o “monstro do bem-comum” e o próprio contacto inter-pessoal já parece estranho sem um funcionário entre nós… (ainda não mas estará para breve). O alargamento do mesmo tem também outras consequências no tecido económico. Ironicamente os ímpetos socialistas de expansão estatal abrem caminho à intrusão do grande capital no aparelho estatal, sedento do poder que emana do mesmo. Assim se abre espaço a uma expansão da corrupção, dos oligopólios e do asfixiar do tecido económico. A maioria desse tecido, as PME’s, é fraco demais para comprar as clientelas necessárias e está de qualquer forma a soçobrar sobre o peso dos impostos.

 

Assim o estado que tudo abarca transforma-se não só no destruidor do capital social e das liberdades negativas mas também no fomentador de um capitalismo irresponsável e viciado que tanto adora estes “expansionismos socialistas”. Como se o sistema não fosse já corrupto o suficiente.
“Good Morning, Pyongyang! The size of the state in your income now looks a pleasant 52% and rising.”

 

 

publicado por Diogo Santos às 21:14

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