O REPLICADOR

Julho 16 2009

Com o estabelecimento de um salário mínimo e de leis laborais visando reforçar a segurança do emprego, tencionou-se melhorar as condições de trabalho dos assalariados cujas reivindicações eram fortes devido ao seu peso demográfico na sociedade. De alguma forma, cedeu-se aos caprichos da criança chorosa, apesar de provavelmente não ser a melhor opção a longo prazo: ceder aos pedidos de bolos e chocolates pode ser eficiente para acalmar os berros da criança no momento, mas passadas algumas horas, nenhum remédio irá acalmar os gritos provocados por dores de barrigas intensas. A actual rigidez das leis laborais é responsável pelo desemprego e pelo bloqueio do elevador social, ou seja, leis sociais têm efeitos anti-sociais... Tantas barreiras ao despedimento fazem com que os empregadores sejam extremamente cautelosos no momento de assinar um contrato, eliminando assim potenciais bons candidatos que infelizmente não têm experiência, e beneficiando candidatos com contacto de alguém da empresa, pois oferecem mais garantias para o patrão. Agora como é que alguém sem experiência vai um dia adquirir experiência se é-lhe fechada todas as portas? Numa sociedade mais liberal, não custa tanto dar oportunidades, se o empregado não cumprir os requisitos é despedido, mas pelo menos foi lhe oferecido uma oportunidade de mostrar o que vale. As leis laborais protegem os que têm contrato de trabalho, e exclui os novos pretendentes.

 

Enfim mais um exemplo que o socialismo está cheio de boas intenções, mas que acaba por ser contraditório.  

publicado por Alexandre Oliveira às 20:19

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