O REPLICADOR

Novembro 30 2009

 

 

"If you own any shares in alternative energy companies I should start dumping them NOW. The conspiracy behind the Anthropogenic Global Warming myth (aka AGW; aka ManBearPig) has been suddenly, brutally and quite deliciously exposed after a hacker broke into the computers at the University of East Anglia’s Climate Research Unit (aka  CRU) and released 61 megabytes of confidential files onto the internet. (Hat tip: Watts Up With That) When you read some of those files – including 1079 emails and 72 documents – you realise just why the boffins at CRU might have preferred to keep them confidential. As Andrew Bolt puts it, this scandal could well be “the greatest in modern science”."

 

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 01:51

Novembro 28 2009

 

Back in the day you had been part of the smart set
You'd holidayed with kings, dined out with starlets
From London to New York, Cap Ferrat to Capri
In perfume by Chanel and clothes by Givenchy
You sipped camparis with David and Peter
At Noel's parties by Lake Geneva
Scaling the dizzy heights of high society
Armed only with a cheque-book and a family tree

You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you on your own and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was seventy"
And he'd say,"no, you couldn't be!"

You had to marry someone very very rich
So that you might be kept in the style to which
You had all of your life been accustomed to
But that the socialists had taxed away from you
You gave him children, a girl and a boy
To keep your sanity a nanny was employed
And when the time came they were sent away
Well that was simply what you did in those days

You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you on your own and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was sixty three"
And he'd say,"no, you couldn't be!

Your son's in stocks and bonds and lives back in Surrey
Flies down once in a while and leaves in a hurry
Your daughter never finished her finishing school
Married a strange young man of whom you don't approve
Your husband's hollow heart gave out one Christmas Day
He left the villa to his mistress in Marseilles
And so you come here to escape your little flat
Hoping someone will fill your glass and let you chat about how

You chased the sun around the Cote d'Azur
Until the light of youth became obscured
And left you all alone and in the shade
An English lady of a certain age
And if a nice young man would buy you a drink
You'd say with a conspiratorial wink
"You wouldn't think that I was fifty three"
And he'd say,"no, you couldn't be!

publicado por Filipe Faria às 03:02
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Novembro 27 2009

O estranho fétiche da direita portuguesa - Por Paulo Mascarenhas

"Esta semana, o CDS apresentou um voto de congratulação da efeméride na Assembleia da República, pela voz do deputado Telmo Correia, que designava o acontecimento como "o dia em que se determinou que a revolução seria para uma democracia com Parlamento, eleições livres, com Constituição".

É um fétiche masoquista porque o 25 de Novembro de 1975 deu origem à Constituição da República. E este documento, apesar das sucessivas revisões, explica em boa medida por que razão Portugal continua a ser, 35 anos depois do 25 de Abril, um país em que o Estado é quem mais ordena. Onde o mercado é suspeito e a iniciativa privada vive sob permanente tutela pública. Onde chamar a alguém "liberal" ainda serve de insulto.


Serve para lembrar o que defendia a 1 de Dezembro de 1975 um dos principais protagonistas do 25 de Novembro, o general Ramalho Eanes, que um ano mais tarde seria o primeiro Presidente da República eleito democraticamente: "Fazer do Exército uma força apartidária, consciente e decididamente ao serviço do povo e da revolução democrática e socialista." Leu bem: "socialista". "
 

publicado por Filipe Faria às 11:48

Novembro 23 2009

"To say 'I love you' one must know first how to say the 'I.' "


Ayn Rand in The Fountainhead


publicado por Filipe Faria às 20:30
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Novembro 21 2009

Ontem contei a uns amigos a história de como o Bill Gates perderia dinheiro se se baixasse para apanhar uma nota de 100$ (já que ele ganha 150 ao segundo). A resposta que tive não foi a esperada (porque eu ainda sou inocente), em vez de um sorriso cordial ou ar incrédulo escutei surpreso um grande "o dinheiro está muito mal distribuído". Entretanto como a análise disto é equivalente à d"O Cristiano Ronaldo ganha demasiado dinheiro e mal sabe ler e escrever", vou (novamente) aderessar os dois problemas em conjunto.


Fora possíveis métodos menos aceitáveis (como comprar constantemente a concorrência), o Bill Gates alguma vez foi a vossa casa levar o dinheiro que têm no cofre? Não? E o Ronaldo? E da mesma forma que não pagaríamos para ver o Gates a dar uns toques na bola, ninguém o faria para ver o Ronaldo a cantar a tabuada ou o contrataria para escrever cartas, fazer actas ou o relatório de contas e o IRS. Mas a maior parte das pessoas é obcecadíssima com o seu Microsoft Windows (algumas ao ponto de nem saberem que um computador pode correr sem ele, com sistemas operativos da concorrência, e há muitos) e por pior que digam do metrosexual alfa do Real Madrid, deleitam-se com as suas fintas no relvado. Todos pagam para isso e depois o dinheiro está mal distribuido? As únicas três linhas de raciocínio possíveis a partir daqui seriam:


-Queremos parte do dinheiro de volta, o que se traduz num preço do windows mais baixo e bilhetes dos jogos mais baratos;

-É indecente alguém ganhar tanto dinheiro ou seja a partir de X valor o que eles ganham deve ser devolvido à sociedade;

-Só não gostamos de ter menos do que eles.


A primeira ideia até é bonita, eu também gostava de um windows mais barato. Mas tenho boa solução, há produtos da concorrência que são mais baratos ou até de graça e com as mesmas funcionalidades! Não escolhemos também as torradeiras dentro da sua relação qualidade-preço? Façam o mesmo com os sistemas operativos! A Microsoft rapidamente entenderia e os preços cairiam a pique! É muito simples, se concordámos pagar um montante então devemos aceitar esse facto, independentemente de ser esse o valor do produto. Temos sempre a alternativa de não comprar. Ou de não ir aos jogos do Real Madrid.

A segunda ideia é na sua vertente mais extremista absolutamente absurda e de uma forma mais amena ridícula da mesma forma. Se pusermos um limite no que as pessoas podem ganhar estamos a ditar que qualquer trabalho a mais que façam é escravatura ou no mínimo inútil para eles. E eles teriam todo o gosto em deixar de o fazer. O Ronaldo só fazia bons jogos em dias alternados e o vosso adorado windows não faria metade do que precisam. Se nos referirmos a uma taxa mais pesada a partir de certo valor temos outros problemas. Em primeiro lugar estamos a apelar ao trabalho forçado, ou seja, imaginemos que é cobrado ao Ronaldo 50% do seu ordenado por ele ganhar o que ganha. 50% do tempo ele está a trabalhar para os outros sem compensação monetária ou outra. E o Bill Gates? Bem, o Bill faz algo muito simples, já que lhe cobram 50% dos seus lucros ele pode sempre aumentar o preço do Windows. E nós, recebendo parte do dinheiro que lhe custou a fazer teremos mais para o comprar mais caro. E voltaremos a ficar muito chateados por pagar muito pelo sistema operativo! A diferença é que houve um ciclo inútil no processo.

A última hipótese de raciocínio não cabe na cabeça de ninguém porque somos todos santos altruístas.


Eu tenho o hábito de comer no macdonalds uma vez por semana. Um dia fui tratado de forma muito insultuosa num dos restaurantes. Nunca mais lá voltei, mesmo sendo o mais perto de minha casa. Estúpido? Possivelmente, mais importante não lhes fará grande diferença, sou uma gota no oceano dos seus clientes. Mas é a minha forma de demonstrar o desagrado pelo seu produto, já que o atendimento é parte integrante deste. E se mais pessoas fizerem o mesmo, talvez aquele macdonalds entenda a ideia e arranje empregados que sabem contar dinheiro! Se não me seguirem, não fará diferença, demoro mais 2 minutos para comer os meus hamburgers e não me importo.


Nós, a grande massa consumidora dos grandes empresários, sejam eles magnatas da informática como o Steve Jobs ou artistas talentosos como os System of a Down, fartamo-nos de nos lamentar sobre como o dinheiro está mal distribuido por aquelas almas que por obra e graça divina lhes cai o dinheiro no colo. E a verdade é que é tão fácil alterar isso sem ter que pedinchar ao estado para os assaltar: Basta não comprar a porcaria que eles vendem.

publicado por João Rodrigo às 01:08

Novembro 18 2009

Duas bolas de Berlim - Por João Duque



Sim, o mundo mudou. Um ano após o subprime ter estoirado, empresas financeiras americanas apoiadas em imobiliárias americanas estavam a realizar contratos undoc: crédito não documentado. Significa que as respostas dadas pelos devedores quando preenchem candidaturas a empréstimos não têm de dar provas do que declaram, tal como a declaração de rendimentos que vai garantir o reembolso das dívidas que contraem.


É muito fácil dizer que se aprende com os erros mas é bastante mais simples repeti-los e esperar que o governo volte a abrir os cordões à bolsa para salvar as empresas. E por outro lado existe a pressão da concorrência, em busca de vantagem acabam todos por aceder à prática financeira de risco. E porque não?


Aconselho os leitores a verem o programa "plano inclinado" na sic notícias, com Medina Carreira, João Duque e Nuno Crato, sábado às 22:00 discutirão soluções para sair do "lamaçal" (palavras de Medina Carreira) em que o nosso país se afundou. Não conheço as suas sugestões mas decerto que serão melhores que o caminho das índias, morangos com açúcar, WWE, Jornal Nacional, etc.

Podem também ver os programas anteriores (em que se discutem bastante bem os problemas governamentais e financeiros de Portugal) em http://www.siconline.pt/online/noticias/programas/plano-inclinado/


Finalmente e em mais uma nota publicitária, se têm alguns trocos à mão doem à wikipedia. Esta revolucionou a pesquisa na internet e provavelmente cada um de vós usa este serviço gratuito pelo menos uma vez por semana. Os servidores e o staff (limitadíssimo) não são de graça no entanto e como tal temos o dever de mostrar o nosso agrado pelo trabalho que têm vindo a praticar e demonstrar que o governo não tem que vir buscar o dinheiro ao nosso bolso para realizar caridade.

publicado por João Rodrigo às 13:04

Novembro 17 2009

A ideia portuguesa de Estado de Direito é deveras curiosa. Há uma aversão à autoridade e à própria lei (que poucos respeitam), mas toda a gente se acha capacitado para receber benesses sociais. Por outra palavras, o Estado de Direito em Portugal não significa o Direito de ser igual perante a lei, significa o direito de pedir tudo ao Estado.

 

publicado por Filipe Faria às 19:51

Novembro 16 2009

Criticar o nosso PR foi já elevado a desporto profissional mas acredito que não devemos abster de o fazer quando tal se torna necessário e proveitoso para demonstrar mais uma vez as mesmas ideias.


O Presidente da República apelou esta manhã ao combate ao conformismo e ao estímulo da ousadia e da ambição nos projectos empresariais, sublinhando que Portugal está ainda longe de ter uma “cultura empreendedora plenamente enraizada”.

 

O estímulo da ousadia, na minha modesta opinião, não é o problema. Continuaremos a ter grandes ousados que perderão grandes fortunas e o contrário, com ou sem as palavras quentes e afáveis do nosso PR. Mais importante que falar, e que bem se fala no nosso governo, se tivesse uma filha até punha a tocar os discursos dos nossos dois grandes para ela adormecer, é criar uma atmosfera que favoreça o empreendorismo.

 

Para tal torna-se necessário resolver uns quantos problemas que o GOP (grand old party, que em Portugal se traduz na dualidade PS-PSD) não quer aderessar seriamente:

-Um país com um sistema jurídico lento e ineficaz, como apontou o Filipe no post anterior, não atrai empresários que não querem ver os seus contratos violados sem compensação;

-Um país burocrático e caro em que se tropeça num imposto a cada passo não apela à ousadia que vê nele demasiados problemas para um proveito duvidoso;

-A política de subsídiar a inacção certamente não leva as pessoas a procurar novas vias de subsistência;

-A política de "cunhas" não só torna mais complicada a competitividade das empresas como desmotiva seriamente aqueles que não têm acesso às primeiras;

 

Por vezes pergunto-me se o que digo é tão bizarro que não se pense nas cadeiras do parlamento. E depois oiço o Medina Carreira a protestar contra a demagogia, obras públicas, segurança social, justiça, etc etc, e já não me sinto sozinho.

 

Edit: Eu sei que ele se parece com um velho a gritar com as crianças para deixarem de brincar no seu jardim mas no processo acaba por fazer as perguntas certas e proporcionar um bom entertainment.

 

publicado por João Rodrigo às 12:02

Novembro 16 2009

Do Formalismo - Por João Miranda


"Um homem andava desconfiado que a mulher lhe era infiel. Um dia, não aguentando mais, decidiu contratar um detective. O detective começa a seguir a mulher. Passados vários dias o detective apresenta ao homem várias fotografias. A primeira fotografia mostra a mulher a encontrar-se com outro homem num café. A segunda mostra a mulher com esse outro homem a entrar num carro. A terceira mostra-os num bar.  A quarta mostra-os  a entrar num quarto de motel. A quinta mostra-os juntos dentro do quarto de Motel. A sexta fotografia está totalmente preta.

- “O que aconteceu a esta foto? Está preta porquê? O que aconteceu a seguir?”, pergunta o homem ao detective.

- “Apagaram a luz”, diz o detective.

- “Merda! Fica sempre aquela dúvida …”, conclui o homem."

publicado por Filipe Faria às 10:51

Novembro 15 2009

Tendo em conta a quantidade de imbecilidades que tenho ouvido ultimamente sobre o tema é conveniente que alguém (neste caso este eu tão solidário), perante esta geração tão rica em jovens revolucionários, desmistifique alguns problemas interpretativos básicos destes comunistas panfletários.


Assim apresento este guia provisório, comunismo para totós, tão necessário à luta revolucionária:

Ponto Nº 1; Binómio Igualdade – Liberdade:

Aqui está uma das principais dificuldades dos nossos rebentos revolucionários de braço no ar; a incompreensão do conflito inerente entre as duas realidades.

Uma igualdade absoluta é, em primeiro lugar, impossível já que tendo em conta as diferenças genéticas e sociais de entre os seres humanos a única forma de a tentar estabelecer seria um estado pirâmidal, totalitário de uma verticalidade assombrosa, o que poria desde logo em causa este mesmo propósito. Além do mais, esta igualdade destruiria a capacidade humana de complementaridade, impedindo a inovação e a criatividade a longo prazo pois a sociedade civil estaria asfixiada sob o jugo intrusivo do estado.
 

O que me faz remeter para o segundo espectro desta análise, um estado que tudo controla não é mais de que um bárbaro despotismo que determina tudo o que ocorre na vida do indivíduo. Se não há liberdade económica não há qualquer possibilidade de se atender ao somatório das vontades indivíduais. Não é a sociedade que determina o seu próprio rumo mas sim uma oligarquia paternalista estatal que domina o processo productivo encerrando a sociedade numa realidade virtual ao estilo norte coreano, na qual os individuos são escravos do estado. No que lêm, no que pensam, no que exprimem, no que comem (ou não comem), entre outros.
   

Um estado que se imiscui em tudo o que o indivíduo faz é imoral, corrupto e ANTI-LIBERDADE.
Perceberam amiguinhos vermelhos?

publicado por Diogo Santos às 19:40

Novembro 14 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 14:39

Novembro 14 2009

"Para quê educação se vamos ser todos soldados da Babilónia? Não é conhecimento que se quer mas dinheiro.
Lê: http://www.presseurop.eu/pt/content/arti

cle/137651-lyon-ano-zero-viva-autogestao "
Corina

 

Concordo com a auto-gestão das escolas no sentido em que quem monta uma escola tem a liberdade para definir as linhas orientadoras do processo de ensino. A liberdade de escolha passa precisamente pela liberdade de seguir por vias diferentes não impostas pelo Estado nas suas famosas soluções “one size fits it all”. Contudo, não concordo com estas ideias inspiradas nas ideias anarquistas de Bakunin e de outros similares. O fim da avaliação e das notas, a instauração da auto-avaliação por parte dos alunos e, a longo prazo, o fim de quaisquer regras que mostrem o mínimo de autoridade não são boas soluções e passo a explicar porquê: as instituições de ensino devem ter a liberdade de escolherem os seus métodos mas não se podem desligar de uma importante função da escola, que é a preparação para a vida em sociedade no mercado de trabalho. Nesse mercado o princípio não é a auto-avaliação e temos de estar constantemente a provar a validade do nosso trabalho a outros; ou seja, o ensino não pode ser um espaço onde só temos monólogos do género: “este trabalho está muito bom porque o meu EU diz-me que está”. Dito isto, concordo que, para além da liberdade de escolha no ensino e dos conhecimentos a apreender, devíamos ter métodos que estimulassem a geração de ideias e a criatividade (factores que neste ensino público massificado são cada vez mais esquecidos).

publicado por Filipe Faria às 11:31

Novembro 11 2009

A "Neutralidade" - Por Bruno Alves

 

"Ora, aqui chegamos ao verdadeiro problema: a tal "Escola Pública". É o seu carácter de escola forçosamente laica que coloca um problema aqueles que não querem que os filhos tenham uma educação "laica". O leitor dirá que esses têm uma alternativa, colocá-los numa escola católica privada. O problema está em que nem todos têm dinheiro para isso, e mesmo aqueles que têm são forçados, através dos impostos, a pagar as tais escolas laicas, ou seja, são obrigados a promover uma convicção que não partilham. Se o Estado se preocupasse menos em "dar uma educação" às crianças, e passasse a garantir que nenhuma criança deixaria de ir à escola por falta de meios, dando-lhe esses meios mas deixando aos seus pais toda a liberdade de escolherem a escola a que querem dar esse dinheiro (ou seja, as escolas deixariam de ser financiadas directamente pelo Estado), o problema dos "símbolos religiosos" e da "laicidade" (e muitos outros problemas, diga-se de passagem) seriam resolvidos."

publicado por Filipe Faria às 21:51

Novembro 11 2009

Adoro esta música, tem um ritmo muito bom e o clip é bastante engraçado. "Land of confusion" (do album Ten Thousand Fists) é um remake por parte da banda Disturbed da música com o mesmo nome dos Genesis, estes um pouco mais antigos.

 

Este fantástico clip retrata o capitalismo como o porco ganancioso (e nazi?) que controla tudo enquanto o povão, sujeito à sua tirania, é reduzido à pobreza. Segundo a banda, apesar do album Ten Thousand Fists não ter sido concebido como politicamente motivado, é o mais envolvido no assunto à data (da sua estreia).

 

Este CD, com esta mensagem inequívoca, vendeu entre Junho de 2005 e Agosto de 2006 cerca de 1.18 milhões de cópias.

 

Mas não há problema algum porque os senhores são a favor da pirataria informática. Cheguei a procurar no melhor amigo do homem (google) por acções de caridade da banda, nada de especial me saltou à vista. Provavelmente estão a amealhar para redistribuir grandiosamente a todos os que precisam! Almas bondosas...

publicado por João Rodrigo às 12:09
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Novembro 09 2009

Existe hoje em dia uma aceitação geral da presença do Estado em todos os ramos da sociedade. Se excluirmos os socialismos que não reconhecem o capitalismo como sistema viável, podemos chegar à seguinte conclusão: desde que Keynes lançou a ideia de que a estabilidade económica e a consequente prosperidade dependem do controlo estatal, as pessoas ficaram seduzidas com a ideia de que o Estado pode ser o grande gerador de riqueza. Antes de Keynes, a instabilidade dos mercados era vista como parte da vida económica, e as economias dependiam, em maior ou menor grau, do engenho dos seus povos para progredirem. O keynesianismo tornou-se assim o sonho de qualquer político: poder gastar o dinheiro do contribuinte em larga escala, e desta vez por razões cientificamente nobres.

 

Em larga medida, o keynesianismo não cumpriu a sua função. Este visava o pleno emprego e o estímulo da procura. Porém, pelo menos desde os anos 70 que se verificou que o multiplicador keynesiano gerava desemprego e estagflação a longo prazo (estagnação económica e inflação). Afinal, tal como disse Keynes, a longo prazo estamos todos mortos, mas, curiosamente, parece que ainda existem alguns de nós que estão vivos e a pagar a factura dos excessos de endividamento que advêm das práticas dos seus discípulos.

 

John Maynard Keynes foi um grande economista. Contudo, o maior legado do senhor talvez não tenha sido tanto económico como foi psicológico. Lançou o mito junto dos povos de que o Estado pode intervir a todo o momento desresponsabilizando os cidadãos no processo económico. Sobre esta questão, vale a pena lembrar o que disse Friedrich Hayek: A liberdade é indissociável da responsabilidade pessoal. Concomitantemente, não conheço nenhum sistema de desenvolvimento social que se baseie na desresponsabilização do indivíduo. Da mesma forma, não conheço nenhum sistema minimamente sustentável que, para cumprir os objectivos a que se pressupõe, precisa de hipotecar o futuro das próximas gerações. Cada criança que nasce fá-lo já com uma avultada dívida perante os credores do Estado em que nasceu. Não é difícil de prever uma ruptura com este rumo a médio/longo prazo, resta saber em que direcção. No momento em que essa ruptura chegar, na linha das categorias revolucionárias de Barrington Moore, poderemos assistir a mais uma revolução liberal ou a uma revolução comunista/totalitária ou a uma fascista/autoritária. Match Point! Para que lado cairá a bola quando bater na rede?

 

Entre vários outros, a falta de respeito pela propriedade privada através da redistribuição em massa, os escândalos financeiros com dinheiros públicos, os chips electrónicos (primeiro inseridos nos carros depois na nossa cabeça), os "jobs for the boys", a demagogia dos subsídios, são apenas sinais de algo mais substancial. Nas sociais democracias europeias, a máquina do Estado e os recursos que este consome crescem visivelmente todos os anos sob o pretexto de se precisar de fazer face a crises. Desta forma, insufla tanto ou mais do que uma bolha especulativa e tal como esta última, um dia rebenta, certamente no dia em que as liberdades individuais rebentarem.

 

Estaremos a caminhar lentamente para os cenários totalitários preconizados por Orwell e Huxley? Se estamos, segundo uma lógica evolutiva acredito que essa será uma linha que será inevitavelmente interrompida. O cientista político Giovani Sartori definiu os eleitores como entidades que não agem mas sim que reagem. Similarmente, este consenso que se gerou à volta da social democracia será questionado quando o nível de endividamento e de autonomia pessoal chegar a nível inaceitáveis e fortes clivagens sociais começarem a surgir devido a novas fracturas sociais. Esperemos que quando se assumir em definitivo que o Estado social democrata falhou, as consequências não sejam desastrosas. Por outras palavras, tal como Nassim Talem postulou no seu livro “Black Swan”, que este não seja “Too big to fail”.

 

 

PS: Este texto foi uma resposta ao comentário de Daniel Marques no post do João Rodrigo chamado "A igualdade que fomenta desigualdade".

 

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 16:57

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