O REPLICADOR

Outubro 31 2009

 

http://fora.tv/2009/08/18/David_Cameron_in_Conversation_with_Nassim_Taleb

 

"Mother nature does not like the David Ricardo concept (one country specializes in wine, and another one specializes in something else) . What if suddenly people stop drinking wine?"

Nassim Taleb

publicado por Filipe Faria às 21:06

Outubro 29 2009

"Para:Assembleia da República / ministro da cultura

Música também é cultura.
Assim sendo, porque tem I.V.A. de luxo??!
Actualmente o IVA para todos os espectáculos musicais, aulas de música e compra de artigos musicais (CD's, DVD's, Instrumentos musicais, etc...) é de 20%. Isto é absurdo e incompreensivel. Por exemplo, na área do teatro o IVA é apenas 5% por ser considerado uma actividade cultural. Os livros têm também IVA reduzido.
Então Srs. ministros, e a música não é cultura??!

Peço então a todos que colaborem assinando esta petição, para que a música em geral tenha os beneficios fiscais de actividade cultural."

 

 

Eu já assinei esta petição se baixar o IVA para o sector musical (claro que eu assinaria todas as petições para se baixar impostos).

 

Já estou a imaginar os artistas (cuja maioria é de esquerda)  a pensarem que querem pagar mais IVA pois o Estado precisa do dinheiro para efeitos de redistribuição. E que os livros e o teatro também deviam pagar mais IVA pois os artistas dessas áreas também querem contribuir para a redistribuição de riqueza. Sim, acredito que nessa lista anti-IVA não esteja nenhum artista de esquerda.

 

 

publicado por Filipe Faria às 23:35

Outubro 29 2009

Nos anos noventa Margaret Thatcher votava a União Europeia à extinção, não por nenhum tipo de má vontade estrutural mas sim pela constante intrusão da crescente burocracia social democrata no mercado de trabalho  e na política económica no geral impedindo o singrar de um modelo económico liberal que conduzisse o continente a um futuro mais próspero e mais livre.


Por essa razão o Reino Unido foi colocando empecilhos  crescente à sua inclusão nesta estrutura, a qual iria dificultar a sua competitividade nos mercados americanos entre outros. A defesa de interesses sectários acompanhou o crescimento da burocracia europeia, duas realidades que se foram reforçando mutuamente.

Entretanto em Singapura Lee Yuan Kew, líder de Singapura, criava uma dinâmica economia de mercado, no Japão Koizumi privatizava as estruturas económicas pausadamente, o que levou a um ressurgimento económico, no Brasil Fernando Henrique Cardoso cortava com a retórica socialista e entregava-se ao crescimento económico.


A Europa no entanto parecia, e parece ainda talvez, imune. Entregue à sua retórica dos “direitos adquiridos” e da “terceira via” não consegue ver que se vota à estagnação da comparação quadrimestral de crescimentos irrisórios. E com isto, faz o pior serviço possível às suas populações. Sem crescimento não pode haver política mítica social.


No entanto nas eleições europeias deste ano existiram mudanças estruturais que trouxeram esperanças ao meu claudicante europeísmo. A esquerda socializante, face à crise económica, pensava que iria finalmente voltar à ribalta. O sistema capitalista estava descredibilizado e tinha-se auto infligido feridas profundas. Enganaram-se nos dois pontos, nem foram as feridas auto infligidas (obrigado Senhor Greenspan), nem descredibilizaram o sistema. Os povos europeus, parece-me, têm perfeita consciência que foi o comércio livre, o acesso ao crédito e o mercado que o trouxeram até à prosperidade que vive hoje. O que é de facto exigido é uma maior transparência e responsabilização económica. Não poderia estar mais de acordo.


As eleições europeias revelaram assim uma derrota esmagadora da retórica socialista, quer nos países onde era governo quer onde era oposição. França, Alemanha, Portugal, Reino Unido e muitos mais viram derrotas pesadas para este rumo maquinista que vinha a ser dado à união. Já terão passado os anos dos timoneiros socialistas na Europa.


A cereja no topo do bolo, e a confirmação desta minha última afirmação foram as eleições na Alemanha. Angela Merkel, das poucas líderes europeias não votadas à mediocridade, conseguiu livrar-se do empecilho do SPD para se juntar aos liberais e por a terceira maior economica do mundo “back on track”. Esta nova realidade poderá ainda ser complementada pela queda definitiva do “New Labour” em Inglaterra. O Bipartidarismo inglês poderá estar em vésperas de se transformar e assim, a grande questão será a França.


Conseguirá a França, pátria do socialismo democrático europeu, acompanhar os ventos de mudança ou persistirá num modelo económico anacrónico que prejudicaram quer a economia, quer a concertação europeia? O aparelho estatal é imenso, os sindicatos irresponsáveis e a estrutura social urbana semi-desfeita. Será preciso muita coragem para esta nação apanhar o comboio mediante o que tem sido a sua acção política tradicional.


Se não o fizer, o bipolarismo franco-alemão pode estar em causa e com ele a própria viabilidade da União Europeia. Agora, o governo Alemão terá muitas mais similaridades com o futuro estado de coisas em Inglaterra o que estimulará uma nova concertação, uma concertação centrada no mercado, no estado social mínimo e na livre iniciativa dos cidadãos primando a presença do estado pela regulação. Terão as instituições europeias a remodelação adequada ou estaremos já perante um pseudo-estado criado pelo socialismo que se auto-defenderá parasitando a sociedade e o futuro europeu? E a França? Acompanha?

publicado por Diogo Santos às 16:50

Outubro 27 2009

Cavaco Silva tirou um doutoramento em York. Na sua especialização, elaborou uma tese sobre o Keynesianismo. Um dos mais altos representantes da chamada “direita” portuguesa é assumidamente um keynesiano social democrata, sou seja, é economicamente de centro esquerda. Quando mais portugueses tirarem doutoramentos sobre o monetarismo de Milton Friedman, ou sobre a “Austrian business cycle theory”,  talvez possamos ter alternativas de direita neste país. Para já, obrigam-nos a votar sempre no mesmo candidato: o do centro esquerda, que em todas as eleições tem pelo menos duas caras, a do PS e do PSD.

 


PS: O espírito está presente nesta frase de Alberto João Jardim: ""aqueles rapazes de Chicago (liberais) têm umas ideias engraçadas, mas quando chega a hora das eleições ainda o velho keynesianismo é que conta."

 

 

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 22:34

Outubro 26 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 00:57

Outubro 23 2009

 

publicado por Filipe Faria às 23:52

Outubro 23 2009

Rita Rato, 26 anos, deputada na assembleia da república pelo partido comunista, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Antes de mais comentários, aqui fica um excerto de uma entrevista que Rita deu ao correio da manhã há pouco tempo:

 

CM- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?

 

RR- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.

 

CM- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?

 

RR- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...

 

CM- O facto de haver presos políticos.

 

RR- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa.

 

CM- Mas isto é algo que costuma ser notícia nos jornais.

 

RR- De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião séria e fundamentada.

 

CM- No curso de Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?

 

RR- Não, não abordámos isto.

 

CM- Como olha para os erros do passado cometidos por alguns partidos comunistas do Leste europeu?

 

RR- O PCP, depois do fim da URSS, fez um congresso extraordinário para analisar essa questão. Apesar dos erros cometidos, não se pode abafar os avanços económicos, sociais, culturais, políticos, que existiram na URSS.

 

CM- Houve experiências traumáticas...

 

RR- A avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom.

 

CM- Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?

 

RR- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.

 

CM- Mas foi bem documentado...

 

RR- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.

 

CM- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?

 

RR- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa...

 

 

A ignorância revelada pela senhora tem colocado a qualidade do curso de CPRI da Universidade Nova nas bocas do mundo, como se pode aferir por comentários como os de André Azevedo Alves ou de Gabriel Silva. Esta é mais uma oportunidade para se debater e reflectir sobre o presente e o futuro do ensino superior público em Portugal. Consequentemente, este post fica ao cuidado do NECPRI.

 

publicado por Filipe Faria às 10:07

Outubro 22 2009

"Para os americanos brancos e racistas, o facto de o Prémio Nobel da Paz ter sido atribuído a um afro--americano (que agora inventaram não ter nascido na América, como se isso tivesse alguma importância) é considerado como uma afronta."

Mário Soares no DN

 

 

Mário Soares consegue-me sempre surpreender com seu socialismo arreigado. Num texto cheio de pérolas semelhantes, escolhi este pequeno trecho para aferir o surrealismo Soarista. Descubro que afinal são basicamente os americanos brancos e racistas que acharam que o prémio Nobel dado ao Obama foi, no mínimo dos mínimos, ridículo. Depreendo então que não é possível não se ser racista ou até americano e partilhar do mesmo sentimento. Muito obrigado pela parte que me toca senhor Soares. Porém, o senhor Mário consegue cometer a proeza (nem ao alcance de Oscar Wilde ou Philip Roth ) de dizer algo surpreendente a cada conjunto de palavras que produz. Na mesma frase consegue ainda dizer que, sendo ou não verdade, o facto de Obama não ter nascido nos EUA não tem importância nenhuma. Pois não senhor Soares, seria apenas inconstitucional, ou seja, uma infracção gravíssima à constituição dos EUA. Mas o que é isso interessa quando até se aprecia líderes como o Hugo Chavez que consideram que as constituições são empecilhos para os seus desígnios de poder ilimitado?

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 23:40

Outubro 21 2009

Uma das mais sólidas análises à crise actual. Por José Maria Brandão de Brito

 

"A interpretação que atribui a crise à falência do mercado livre padece de uma inconsistência empírica que resulta do facto de o sector financeiro ser dos mais intensamente regulados e escrutinados nas economias desenvolvidas. Desse modo, como pode o neoliberalismo ser responsabilizado, em exclusivo, pelo descalabro de um sector em que as leis do mercado coabitam com as leis do estado e são deliberadamente distorcidas por elas? Esta falácia é evidente ainda noutra perspectiva: a que compara os comportamentos de instituições financeiras com enquadramentos regulamentares diferenciados. Decorre do ataque ao neoliberalismo que seria de esperar que as instituições mais resguardadas (via regulação) dos "perigos" do mercado evidenciassem maior prudência de actuação do que as instituições menos sujeitas à influência tutelar do Estado. Assim, seria de esperar que, após o colapso financeiro, os hedge-funds (livres de supervisão) fossem mais atingidos que os bancos de investimento (sujeitos a supervisão difusa) e estes mais afectados do que os bancos comerciais e as seguradoras (minuciosamente regulados e supervisionados). Mas não foi isto que se verificou; antes pelo contrário. As maiores perdas ocorreram em bancos comerciais, como o Citibank ou a UBS, em seguradoras como a AIG ou ainda nas agências de crédito hipotecário norte-americanas Fannie Mae e Freddie Mac."

publicado por Filipe Faria às 18:41

Outubro 20 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 17:58

Outubro 18 2009

Num país profundamente enraizado no seu adubo socialista pronunciar a palavra elite é provavelmente mais mal visto que vender o fígado da mãe no mercado negro ou violar crianças de 10 anos. Ainda me lembro com nostalgia da minha professora primária a ensinar-nos que éramos todos iguais. Todos iguais, sim… e não. Devemos nascer todos iguais? Sim, sem sombra de dúvida, todos devem nascer idênticos aos olhos do mundo e com as mesmas oportunidades. Isso não acontece hoje, e não cairia muito em erro ao dizer que nunca aconteceu em tempo algum, em parte alguma. Faz parte de nós, o ser humano gosta muito de rotular tudo e mais alguma coisa, facilita-lhe bastante a vida. Só podemos lutar contra o nosso inato, uma batalha perdida mas com bastante mérito.


Mas isto deve ser assim durante toda a existência do indivíduo? O empresário é igual ao padeiro? Sim, claro! E de modo algum por outro lado. A partir do momento em que ganhamos uma consciência, se for suposto um nível mais ou menos semelhante nas oportunidades oferecidas ao empresário e ao padeiro, cada um seguiu o caminho que escolheu. E aí são diferentes, os caminhos que traçamos definem-nos. Ambos têm mérito, o empresário gosta de pão de manhã e o padeiro gosta de pertencer ao conglomerado panificador do empresário que lhe confere benefícios vários. E até este ponto o conceito de uma elite não tem utilidade alguma. Continuemos no entanto.


A vida pressupõe trabalho, palavra empregada a vários níveis: o amor dá trabalho, ser educado dar trabalho, tomar as decisões acertadas dá muito trabalho. É impressionante a quantidade de areia que precisamos de tirar da frente dos olhos para encontrar o nosso objectivo! Falo por experiência própria e não me parece que esteja sozinho no assunto. E é aqui que entra a definição de elite, o grupo excepcional de pessoas com objectivos mais ou menos imutáveis e sem medo de trabalhar para os atingir. A elite não escolhe o caminho de menos resistência, não altera os objectivos quando vê uma montanha no meio. A elite constrói um túnel, a elite pesquisa, a elite aprende e não descansa (muito). De certa forma o trabalho faz parte do objectivo da elite, sem este ela sente-se “pobre”, pobre de espírito, claro. A elite não tem que ser um grupo mínimo de indivíduos, infelizmente é.


A elite não nasce necessariamente rica, não nasce necessariamente de uma família influente, culta, educada. Muitos filhos de famílias ricas ou com status não são mais que meninos estragados de mimos. E muitas crianças que se depararam com enormes adversidades para subir na vida hoje não podem olhar para baixo de tão alto que chegaram!


E a elite é pequena em parte por culpa de uma sociedade que faz da palavra tabu. “Ser grande” nesta sociedade poluída é vestir-se como os outros, ser mediano em ideias como os outros, almejar uma casa com piscina, um jipe e nada mais. “Ser grande” é não trabalhar muito, deixar isso para os paspalhos. É numa sociedade corrupta económica e socialmente que surge um grupo exemplar, chamem-lhe o que quiserem chamar, chamem-lhes cavalos ou burros porque vos levam no dorso para não abrirem mais o buraco onde vivem com o peso dos vossos rabos gordos.

publicado por João Rodrigo às 17:37

Outubro 17 2009

Raimondo is openly gay, but as a libertarian, he believes the government should refrain from adopting laws that would prohibit discrimination against gays. He also is against gay marriage, both mocking the idea that gays should adopt a heterosexual model of sexual and emotional relationships, and noting that as a libertarian he opposes "State incursion into such private matters." He also has written that after years of persecution by the state gay rights activists want to "use the battering ram of government power" to actively intervene on behalf of homosexuals.

publicado por Filipe Faria às 21:26

Outubro 17 2009

Pedro Passos Coelho escreveu no “I” que deve existir maior liberdade de escolha nas escolas portuguesas e que os pais dos alunos devem ter uma participação maior na formação dos seus filhos. A ideia é boa, enfatiza a liberdade de escolha, mas o texto em si é vago, aponta o caminho sem explanar a sua efectivação. Como PPC é um político, não podemos ficar surpreendidos. Contudo, o que é sintomático é observar que os comentários feitos ao texto revelam que a liberdade de escolha é má em si mesma e que o resultado dessa liberdade é a desigualdade.

 

Este é um pensamento típico português que explica grande parte do nosso atraso. Quando alguém fala em liberdade de escolha, em vez de se ouvir perguntas no sentido de tentar alargar a escolha e a qualidade de serviços para todos, ouvimos comentários que na essência revelam o seguinte: “eu não me importo de viver na miséria se toda a gente também viver, porque o que realmente me chateia é que alguém faça uma melhor escolha que eu”. Os políticos percebem esta tendência, instigam-na, e fazem-lhes a vontade criando sistemas rígidos que não atendem às reais necessidades das pessoas. Neste caso específico da educação, a nivelação é feita por baixo, destruindo uma função vital da escola: ser um instrumento de mobilidade social.

 

Pelo menos nos últimos 35 anos, estas vozes têm contribuído para a destruição da igualdade de oportunidades em Portugal. Têm tanto medo de fazer más escolhas que não querem que os outros tenham a oportunidade de as ter. Parece incrível mas os nossos dirigentes ouvem-nas e aceitam que o nosso sistema opere numa institucionalização da inveja. Desta forma nunca se irão criar oportunidades neste país e continuaremos a ter uma anormal fuga de cérebros, porque ter oportunidades para chegar a onde todos vão chegar, independentemente do que façam, não é oportunidade nenhuma, é um bilhete para lado nenhum.

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 20:38

Outubro 16 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 18:55
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Outubro 13 2009

Do decorrer da polémica criada pela actriz brasileira Maitê Proença vale a pena comparar a realidade com a ficção.

 

 

 

 

 

publicado por Filipe Faria às 17:52
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