O REPLICADOR

Junho 29 2009

Num estudo realizado pela educação nacional francesa, revelado num artigo do jornal "Le Figaro", observou-se que, no ano passado, 45% dos professores do secundário tiveram pelo menos uma baixa, uma proporção duas vezes mais elevada do que nos assalariados do privado (22%). Ainda mais estranho é o facto de essas ausências conhecerem picos antes e depois das férias de natal, assim como nas semanas de feriados em Maio, que concentram sozinho 80% das baixas de curta duração.

 

A não ser que os trabalhadores do Privado ostentam uma saúde de ferro, não vejo outra explicação do que a contra-produtividade sintomática dos funcionários públicos, que não têm que obedecer a qualquer critério de excelência, muito menos a um imperativo moral superior, tão querido dos socialistas.

 

 

publicado por Alexandre Oliveira às 23:32

Junho 29 2009

“To be conservative, then, is to prefer the familiar to the unknown, to prefer the tried to the untried, fact to mystery, the actual to the possible, the limited to the unbounded, the near to the distant, the sufficient to the superabundant, the convenient to the perfect, present laughter to utopian bliss.”


Michael Oakeshott no seu ensaio "On Being Conservative (1956)"

publicado por Filipe Faria às 01:25

Junho 27 2009

 

 

Give me back my broken night
my mirrored room, my secret life
it's lonely here,
there's no one left to torture
Give me absolute control
over every living soul
And lie beside me, baby,
that's an order!

Give me crack and anal sex
Take the only tree that's left
stuff it up the hole
in your culture
Give me back the Berlin wall
give me Stalin and St Paul
I've seen the future, brother:
it is murder.

Things are going to slide, slide in all directions
Won't be nothing
Nothing you can measure anymore
The blizzard, the blizzard of the world
has crossed the threshold
and it has overturned
the order of the soul
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant
When they said REPENT REPENT
I wonder what they meant.

You don't know me from the wind
you never will, you never did
I was the little jew
who wrote the Bible
I've seen the nations rise and fall
I've heard their stories, heard them all
but love's the only engine of survival
Your servant here, he has been told
to say it clear, to say it cold:
It's over, it ain't going
any further
And now the wheels of heaven stop
you feel the devil's RIDING crop
Get ready for the future:
it is murder.

Things are going to slide ...

There'll be the breaking of the ancient
western code
Your private life will suddenly explode
There'll be phantoms
There'll be fires on the road
and a white man dancing
You'll see a woman
hanging upside down
her features covered by her fallen gown
and all the lousy little poets
coming round
tryin' to sound like Charlie Manson
and the white man dancin'.

Give me back the Berlin wall
Give me Stalin and St Paul
Give me Christ
or give me Hiroshima
Destroy another fetus now
We don't like children anyhow
I've seen the future, baby:
it is murder.

publicado por Filipe Faria às 23:35
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Junho 27 2009

 A man should look for what is, and not for what he thinks should be.


- Albert Einstein

 

é o que todos os políticos deviam ter em mente... ai, agora sou eu a cair na falácia do dever-ser.

publicado por Alexandre Oliveira às 01:44
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Junho 26 2009

 O Artigo inteiro

 

SANTA BARBARA, CA—During a search for evidence at the Neverland Valley Ranch, investigators discovered a corpse that has been identified as that of Michael Jackson, Santa Barbara police officials announced Tuesday.

 

"Coroners have officially pronounced Michael Jackson dead. From what we can tell, he died between 18 and 20 years ago,"

 

"This discovery raises a lot of questions, but it also sheds light on a number of disturbing incidents," Holbrooke said. "Frankly, Jackson had been acting pretty strange."

 

"I remember thinking, 'This man has become a monster,'" Allard said. "If only I'd known how right I was."

 

A criatura que alegava ser o verdadeiro M. Jackson

publicado por Alexandre Oliveira às 23:25

Junho 26 2009

Editado pela TIMBRO em 2004:

 

"If the European Union were a state in the USA it would belong to the poorest group of states. France, Italy, Great Britain and Germany have lower GDP per capita than all but four of the states in the United States. In fact, GDP per capita is lower in the vast majority of the EU-countries (EU 15) than in most of the individual American states. This puts Europeans at a level of prosperity on par with states such as Arkansas, Mississippi and West Virginia. Only the miniscule country of Luxembourg has higher per capita GDP than the average state in the USA. The results of the new study represent a grave critique of European economic policy.

 

Stark differences become apparent when comparing official economic statistics. Europé lags behind the USA when comparing GDP per capita and GDP growth rates. The current economic debate among EU leaders lacks an understanding of the gravity of the situation in many European countries. Structural reforms of the European economy as well as far reaching welfare reforms are well overdue. The Lisbon process lacks true impetus, nor is it sufficient to improve the economic prospects of the EU."

 

 

publicado por Filipe Faria às 18:47

Junho 26 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 17:01

Junho 24 2009

Num artigo da NewScientist, é relatado um estudo de uma equipa da Liverpool John Moores University onde é destacado o facto que macacos desenvolveram a habilidade de mentir, ou melhor, de omitir uma parte da verdade, com o fim de conseguir mais comida para eles próprios.

 

Macacos aranhas ,com posição subordinada na hierarquia, que foram ensinados a abrirem uma caixa, esperam que o macho dominante se afaste para ir buscar a banana, ficando quieto na presença deste último.

 

Parece que o macaco “Camarada” detentor dos meios de produções (aqui a habilidade de abrir a caixa) não quer partilhar com os membros do Partido... Pois, este macaco deve ter sido corrupto por uma sociedade capitalista... Ah não espera, eles não têm cultura...

 

 

publicado por Alexandre Oliveira às 20:55

Junho 23 2009

 

 

publicado por Filipe Faria às 22:34

Junho 22 2009

Os princípios dos fins, como Robert Nozick lhes chama, aplicam princípios ahistóricos de distribuição a uma sequência temporal. Mas irão sempre existir informações históricas que dizem respeito a circunstâncias passadas de acções por parte de pessoas que criam diferentes direitos às coisas. Por exemplo, em regra, há uma razão para um prisioneiro estar numa prisão. Se a teoria de John Rawls for aceitável e verdadeira, toda a gente teria de concordar racionalmente em abandonar o contexto histórico para atingir o fim da igualdade, e que essa decisão seria moralmente aceitável.

No seguimento deste argumento de Nozick, é possível colocar a seguinte pergunta: Numa sociedade rawlsiana, onde ninguém tem culpa de ter nascido com mais ou menos talentos e todos devem ser compensados pela sua falta de virtude, deve um criminoso ser punido? Ou deve um criminoso ser encarado como alguém que teve azar na distribuição das virtudes e dessa forma não ser punido de todo, dando-lhe apenas mais oportunidades para que possa colmatar essa falha? Assim sendo, acabar-se-ia a punição (como conceito). 

Se Rawls considera que os humanos nascem com características inatas, deve-se então considerar teorias psicobiológicas que atribuem a tendência para a criminalidade e para a transgressão de regras a elementos biológicos, como a testosterona ou distúrbios neuronais e hormonais. Essa discussão já existe nos dias de hoje, mas qualquer justificação do crime através de explicações genéticas não é normalmente aceite, pois continuamos a acreditar no livre arbítrio, que nos indica que quando alguém comete um crime, não foi coagido pela sua genética a fazê-lo, e mesmo que o seja, continuamos a tratar a questão do crime como se não fosse, responsabilizando o indivíduo. Assim sendo, ou consideramos que as igualdades de oportunidades Rawlsianas eliminariam por completo a criminalidade, ou a questão mantém-se: devemos ou não punir criminosos numa sociedade onde ninguém deve pagar pela falta de virtudes inatas?

 

publicado por Filipe Faria às 23:20

Junho 21 2009

Tenho a salientar um ponto deste texto da Psychology Today acerca de algumas investigações na área da psicologia evolutiva:

A beleza feminina como elevador social e o poder (status) masculino como sinónimo de sucesso reprodutivo. As pessoas bonitas costumam ter mais filhas do que filhos e as pessoas mais pobres tendem a ter mais filhas, pois os homens ricos, ao contrário das mulheres, casam-se com mulheres pobres (desde que atraentes).

"One of the most celebrated principles in evolutionary biology, the Trivers-Willard hypothesis, states that wealthy parents of high status have more sons, while poor parents of low status have more daughters. This is because children generally inherit the wealth and social status of their parents.

This hypothesis has been documented around the globe. American presidents, vice presidents, and cabinet secretaries have more sons than daughters. Poor Mukogodo herders in East Africa have more daughters than sons. Church parish records from the 17th and 18th centuries show that wealthy landowners in Leezen, Germany, had more sons than daughters, while farm laborers and tradesmen without property had more daughters than sons.

The generalized Trivers-Willard hypothesis goes beyond a family's wealth and status: If parents have any traits that they can pass on to their children and that are better for sons than for daughters, then they will have more boys. Conversely, if parents have any traits that they can pass on to their children and that are better for daughters, they will have more girls.

Physical attractiveness, while a universally positive quality, contributes even more to women's reproductive success than to men's. The generalized hypothesis would therefore predict that physically attractive parents should have more daughters than sons. Once again, this is the case. Americans who are rated "very attractive" have a 56 percent chance of having a daughter for their first child, compared with 48 percent for everyone else."

O resto do texto aborda mais 9 questões como o porquê de os casais que têm filhos homens se divorciarem menos ou o porquê de os bombistas suicidas serem quase sempre muçulmanos.
Vale a pena ler e, naturalmente, questionar.

 

publicado por Filipe Faria às 00:20

Junho 20 2009

 

 

publicado por Alexandre Oliveira às 17:39
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Junho 19 2009

Em animados debates universitários, ouço constantemente dizer que os liberais têm fobias ridículas de serem controlados pelo estado como se fossem autómatos. “ O estado não controla o indivíduo como se este fosse uma marioneta. “  dizem-me da esquerda.

Tenho de concordar. De facto, não é possível controlar alguém por efeitos mágicos nem sequer por cordéis imaginários; porém, é possível fazer algo diferente:

Imaginemos uma estrada com pessoas. Estas vão percorrer a estrada em busca dos seus objectivos de vida. Felizmente, como qualquer estrada, esta não era de via única, tinha várias saídas que levavam a outros destinos. Porém, uma entidade superior (o estado) proíbe que as pessoas possam enveredar por essas mesmas saídas porque acha que o melhor caminho para as pessoas é a via principal. Essas saídas são então vedadas. Perante esta proibição, sabendo que não querem andar para trás, terão de andar para a frente, pela via principal que, apesar de não se saber onde vai dar, é o único caminho permitido. Começam a longa e unidireccional caminhada, caminham morosamente até que, saturados da falta de opções e do caminho para a escravidão, começam a tentar sair da estrada, improvisando saídas e destruindo os rails de separação. Num ápice, estão já na relva que rodeia a estrada. Gera-se o caos, as forças da entidade superior (o estado) entram em acção para fazer com que os dissidentes voltem para a estrada onde estavam. As forças da entidade superior (o estado) estão mais bem armadas e conseguem fazer com que os dissidentes voltem para a estrada principal; contudo, alguns conseguiram fugir, correndo pela relva em direcção ao vazio na esperança de encontrar outra estrada controlada por outra entidade superior (outro estado). Para os que não conseguiram fugir, a caminhada continua.

Não existem cordéis imaginários, não existem controlos remotos, não existem formas de manipular o ser humano em absoluto, mas como via exequível, existem meios muito eficazes de cortar a possibilidades de escolha.

 


publicado por Filipe Faria às 23:17

Junho 19 2009

 Artigo à ler aqui

 

"The simple truth is that with all its flaws, capitalism remains the most productive economic engine we have yet invented. Like Churchill's line about democracy, it is the worst of all economic systems, except for the other."

 

"Its chief vindication today has come halfway across the world, in countries like China and India, which have been able to grow and pull hundreds of millions of people out of poverty by supporting markets and free trade. Last month India held elections during the worst of this crisis. Its powerful left-wing parties campaigned against liberalization and got their worst drubbing at the polls in 40 years."

 

" "Capitalism messed up," the British tycoon Martin Sorrell wrote recently, "or, to be more precise, capitalists did." Actually, that's not true. Finance screwed up, or to be more precise, financiers did. In June 2007, when the financial crisis began, Coca-Cola, PepsiCo, IBM, Nike, Wal-Mart and Microsoft were all running their companies with strong balance sheets and sensible business models. Major American corporations were highly profitable, and they were spending prudently, holding on to cash to build a cushion for a downturn. For that reason, many of them have been able to weather the storm remarkably well. Finance and anything finance-related—like real estate—is another story. "

 

"Finance has a history of messing up, from the Dutch tulip bubble in 1637 to now. "

 

"We have globalized the economies of nations. Trade, travel and tourism are bringing people together. Technology has created worldwide supply chains, companies and customers. But our politics remains resolutely national. This tension is at the heart of the many crashes of this era—a mismatch between interconnected economies that are producing global problems but no matching political process that can effect global solutions. Without better international coordination, there will be more crashes, and eventually there may be a retreat from globalization toward the safety—and slow growth—of protected national economies."

publicado por Alexandre Oliveira às 22:45

Junho 19 2009

 Creio que é bastante óbvio dizer que a sociedade que melhor serve a natureza humana é a sociedade liberal, mesmo que ninguém saiba por certo o que é essa natureza humana, impondo o mínimo possível aos homens, o liberalismo permite assim evitar que sejam impostas normas que prejudicam um determinado grupo, oferecendo o máximo de liberdade possível para que sejam os indivíduos a decidir e a seguir o que é bom para eles e não uma entidade, às vezes bem intencionada, mas incapaz de satisfazer e conciliar milhões de aspirações que às vezes chocam entre elas. Mas há malta que não consegue deixar de sonhar sociedades utópicas, e eu acho que se é para imaginar uma utopia, um sítio que literalmente não existe, mais vale fazê-lo à grande! Há ainda melhor do que uma sociedade igualitária onde somos todos camaradas. Eis um exemplo imaginado pelo Dr. Strangelove para reconstruir o mundo após um eventual Apocalipse nuclear:

 

 

-Dr. Strangelove: I would not rule out the chance to preserve a nucleus of human specimens. It would be quite easy...heh, heh...at the bottom of ah...some of our deeper mineshafts. Radioactivity would never penetrate a mine some thousands of feet deep, and in a matter of weeks, sufficient improvements in drilling space could easily be provided.

-Muffley: How long would you have to stay down there?

-Dr. Strangelove: ...I would think that uh, possibly uh...one hundred years...It would not be difficult Mein Fuehrer! Nuclear reactors could, heh...I'm sorry, Mr. President. Nuclear reactors could provide power almost indefinitely. Greenhouses could maintain plant life. Animals could be bred and slaughtered. A quick survey would have to be made of all the available mine sites in the country, but I would guess that dwelling space for several hundred thousands of our people could easily be provided.

-Muffley: Well, I, I would hate to have to decide...who stays up and...who goes down.

-Dr. Strangelove: Well, that would not be necessary, Mr. President. It could easily be accomplished with a computer. And a computer could be set and programmed to accept factors from youth, health, sexual fertility, intelligence, and a cross-section of necessary skills. Of course, it would be absolutely vital that our top government and military men be included to foster and impart the required principles of leadership and tradition. Naturally, they would breed prodigiously, eh? There would be much time, and little to do. Ha, ha. But ah, with the proper breeding techniques and a ratio of say, ten females to each male, I would guess that they could then work their way back to the present Gross National Product within say, twenty years.

-Muffley: Wouldn't this nucleus of survivors be so grief-stricken and anguished that they'd, well, envy the dead and not want to go on living?

-Dr. Strangelove: When they go down into the mine, everyone would still be alive. There would be no shocking memories, and the prevailing emotion will be one of nostalgia for those left behind, combined with a spirit of bold curiosity for the adventure ahead!

-Turgidson: Doctor, you mentioned the ratio of ten women to each man. Now, wouldn't that necessitate the abandonment of the so-called monogamous sexual relationship, I mean, as far as men were concerned?

-Dr. Strangelove: Regrettably, yes. But it is, you know, a sacrifice required for the future of the human race. I hasten to add that since each man will be required to do prodigious...service along these lines, the women will have to be selected for their sexual characteristics which will have to be of a highly stimulating nature.

-Russian Ambassador: I must confess, you have an astonishingly good idea there, Doctor.

publicado por Alexandre Oliveira às 00:17

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